Astrologia
Definição e base teórica
A astrologia constrói uma carta natal a partir da data, hora e local de nascimento. O eixo principal é o trio Sol (identidade), Lua (mundo emocional) e Ascendente (postura no mundo). A esse trio juntam-se os oito planetas do sistema solar (Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno e Plutão), distribuídos por doze casas e ligados entre si por aspectos geométricos. A sistematização clássica deve-se a Ptolemeu no Tetrabiblos (séc. II). O ramo psicológico moderno é fundado por Dane Rudhyar em The Astrology of Personality (1936) e prolongado por Liz Greene a partir dos anos 1970, com leitura junguiana e arquetípica. O cálculo é feito com o Swiss Ephemeris, derivado das efemérides do Jet Propulsion Laboratory.
O que vais saber sobre ti
A app entrega-te uma carta natal completa, calculada com o Swiss Ephemeris a partir da tua data, hora e local de nascimento exactos. Cada camada é apresentada com texto dedicado, podes mergulhar do mapa geral aos detalhes técnicos ao teu ritmo:
- Trio fundador: Sol, Lua e Ascendente em signo e casa, com leitura de como esculpem identidade, mundo emocional e postura no mundo.
- Os oito planetas: Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno e Plutão, cada um em signo e casa, com texto que liga função planetária e zona da vida onde se expressa.
- Casas: as doze áreas da vida (identidade, recursos, comunicação, lar, expressão, trabalho, parceria, transformação, expansão, propósito, comunidade, interioridade) preenchidas pelas tuas energias dominantes.
- Aspectos planetários: conjunções, sextis, quadrados, trígonos e oposições entre corpos da tua carta, com leitura do que cada combinação produz: tensão, fluência, integração.
- Elementos e modalidades: distribuição por fogo, terra, ar e água, e por cardinal, fixo e mutável, revelando quem domina e como isso colore o teu temperamento.
- Pontos sensíveis: Nodo Norte e Quíron, lidos como propósito de alma e ferida-mestre que organiza a tua biografia.
- Síntese arquetípica: uma narrativa integrada que cruza todas as camadas da carta.
Limitações e ressalvas
A astrologia não tem suporte empírico enquanto sistema preditivo. O teste duplo-cego de Shawn Carlson (Nature, 1985) e a revisão de Geoffrey Dean e Ivan Kelly (2003) reportam resultados nulos quanto à capacidade de identificar perfis ou prever eventos. A astrologia psicológica moderna, na linha de Rudhyar, Greene e Arroyo, assume essa ressalva e desloca o eixo para outro objectivo: oferecer um framework simbólico de auto-conhecimento e linguagem relacional. Na Agapone é usada nesse registo, como leitura reflexiva.